Ressonância magnética pode revolucionar o mundo eletrônico utilizando a alta frequência

Após muitas pesquisas e experiências, físicos da Universidade da Califórnia descobriram que a utilização de alta frequência em ressonância magnética, pode ajudar a miniaturizar equipamentos com microchips e aumentar a sensibilidade destes equipamentos eletrônicos.

Pesquisas realizadas em Riverside, descobriram um método de detecção elétrica para ondas eletromagnéticas na casa do tera-hertz, que são extremamente difíceis de serem encontradas. Essa descoberta poderá ajudar na miniaturização de equipamentos utilizados para detecção em microchips e aumentará a sensibilidade deles.

Mas você sabe o que é o Tera-hertz?

É a unidade de alta frequência de ondas eletromagnéticas. Para você entender a magnitude desta força, um giga-hertz é igual a um bilhão de hertz e um tera-hertz é igual mil giga-hertz. Quanto maior for a frequência, mais rápida será a transmissão de informações. Um dos melhores exemplos são os celulares que trabalham na casa do giga-hertz.

O fenômeno da ressonância magnética em materiais antiferromagnéticos, poderá oferecer diversas vantagens em aplicações de dispositivos em nanoescala ultrarrápida e baseada em spin.

A propriedade ferromagnética garante que os materiais tenham os seus domínios magnéticos alinhados em uma direção preferencial na presença de um campo magnético externo, podendo ser magnetizados ou ser atraídos por ímãs. Um exemplo desse tipo de material é o ferro.

Caso os domínios magnéticos estejam alinhados na mesma direção, mas em sentidos contrários e aos pares, o momento magnético resultante total será nulo e, nesse caso, dizemos que o material é antiferromagnético.

A equipe liderada por Jing Shi, conseguiu gerar uma corrente de spin em um antiferromagnético e detectá-la eletricamente. Eles usaram a radiação terá-hertz para bombear a ressonância magnética para facilitar sua detecção.

“Conseguimos demonstrar que a ressonância antiferromagnética pode produzir uma voltagem elétrica, um efeito spintrônico que nunca havia sido feito experimentalmente antes”,

Essa foi a primeira geração e detecção bem-sucedida de correntes de rotação puras em materiais antiferromagnéticos.

Fonte: Phys.org
Crédito Imagem: I. Pittalwala, UC Riverside

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *